top of page
Buscar


A angústia como sinal: o corpo, o indizível e o trabalho da clínica
A angústia é, antes de tudo, um sinal. Um sinal de alerta. Mas alerta de quê? Se seguimos a formulação trabalhada por Carlos Mario Alvarez no curso “Como atravessar as angústias”, é preciso fazer um deslocamento importante: a angústia não começa no pensamento. Ela não começa como narrativa organizada. Ela se apresenta, primeiro, como algo que se sente. A angústia está no campo da sensação antes de estar no campo da representação. Isso nos obriga a considerar que há experiênci

Adrianna Setemy
26 de abr.4 min de leitura


O sujeito esgotado: quando a vida não admite mais intervalo
Há um tipo de sofrimento que escapa às classificações habituais. Não se apresenta como a tristeza densa da depressão, nem como a agitação difusa da ansiedade clássica. Trata-se de algo mais sutil — e, ao mesmo tempo, mais radical. Um esgotamento que não é apenas cansaço. É um colapso. O que se encontra aqui é um sujeito que já não consegue sustentar o intervalo. A pausa tornou-se ameaça. O silêncio, insuportável. A espera, impossível. Este não é apenas um fenômeno individual.

Psicanalise Descolada
2 de abr.4 min de leitura


Narcisismo: a dor de ser si mesmo
Nascemos sendo arremessados ao mundo, e o mundo não nos pede licença. A psicanálise propõe que aprendamos — apesar de tudo — a habitar a nós mesmos. Existe uma violência silenciosa no ato de nascer. Não aquela, óbvia, do parto — mas a outra, mais duradoura: a violência de ser inserido em uma cultura que já existia antes de você, com suas regras, seus silêncios obrigatórios e suas palavras proibidas. Desde cedo somos pedagogizados, vigiados, punidos, amados — tudo ao mesmo tem

Psicanalise Descolada
19 de mar.3 min de leitura


Freud e a Mente Frágil: quando o psiquismo pede passagem
A fragilidade psíquica não é uma sentença — é um estado. Um estado em que a pessoa se vê atravessada por conflitos e dores que assumem formas variadas: angústia, opressão, medos, timidez que paralisa, inibição que encurta o horizonte do possível. Quando isso acontece, o desenvolvimento se contrai, o sujeito se acanha e, em casos mais graves, regride. Freud tomou emprestado da termodinâmica e da física a noção de regressão justamente para iluminar esse movimento do psiquismo q

Psicanalise Descolada
27 de fev.3 min de leitura


Co-dependência afetiva: quando o amor tenta suturar uma falta impossível
Na co-dependência afetiva, algo essencial se desloca silenciosamente: o vínculo amoroso deixa de ser espaço de encontro e passa a operar como tentativa de reparação. O outro é convocado a ocupar um lugar impossível — o de suturar uma falta que não lhe pertence e que, estruturalmente, não pode ser preenchida. Esse movimento raramente é consciente. Pelo contrário. Ele se instala de forma gradual, envolto em justificativas afetivas, ideais de amor, promessas de cuidado e fantasi

Psicanalise Descolada
8 de fev.3 min de leitura


O caso Jane e o caminho para o amadurecimento
Quero conversar com você sobre algo que aparece com muita frequência no consultório — e que marcou profundamente o caso da Jane: a experiência de amar até doer, amar até perder a si mesma. Grande parte das mulheres que me escutam hoje já viveu alguma forma desse enredo. E, quando isso acontece, a tendência natural é buscar explicações rápidas: “é carência”, “é apego”, “é dependência”. Mas, na psicanálise, a pergunta nunca é “como sair disso rapidamente”. A pergunta é: o que e

Psicanalise Descolada
21 de nov. de 20252 min de leitura


PARTE II - Neurose: o drama entre o desejo e a lei
Por Carlos Mario Alvarez A neurose é, talvez, o território mais familiar da clínica psicanalítica. É nela que a maior parte de nós habita — entre o que se deseja e o que se teme desejar. Freud foi o primeiro a perceber que o sintoma neurótico não é uma anomalia, mas uma solução simbólica criada pelo sujeito para suportar o conflito entre o prazer e a lei, entre o impulso e o interdito. A neurose é, portanto, uma forma de defesa , um modo de manter o equilíbrio psíquico diant

Psicanalise Descolada
4 de nov. de 20254 min de leitura


PARTE I - As Estruturas Psíquicas: o mapa invisível da mente humana
Por Carlos Mario Alvarez Quando Freud inaugurou a psicanálise, ele não estava apenas propondo uma nova teoria sobre o inconsciente. Estava abrindo uma maneira inédita de compreender o humano — suas dores, seus sintomas, seus modos de amar e de sofrer. Entre as tantas descobertas que essa escuta produziu, uma se mantém como uma das mais fundamentais: a ideia de que existem formas estruturais de organização do psiquismo, que determinam como cada sujeito lida com o desejo, o pra

Psicanalise Descolada
27 de out. de 20253 min de leitura


O desejo do neurótico obsessivo: um enigma a ser decifrado
O que alguém deseja nesta vida? Mais do que “ser alguém”, talvez o que se queira, no fundo, seja existir . Essa diferença entre ser e...

Psicanalise Descolada
16 de set. de 20252 min de leitura


Neurose Obsessiva é Má Consciência
O que é a neurose obsessiva? É a má consciência. É viver sob o peso da culpa. A sensação permanente de que o mundo é ruim, de que se...

Psicanalise Descolada
3 de set. de 20252 min de leitura


O Preço do Desejo: Psicanálise, Corpo e Identidade em A Substância
Por que desejar ser outra versão de si mesmo se tornou um imperativo contemporâneo? O filme A Substância não é apenas uma obra de ficção...

Psicanalise Descolada
27 de jun. de 20253 min de leitura


Narcisismo: Muito Além do Espelho
Na linguagem cotidiana, a palavra narcisismo costuma ser reduzida a uma imagem estereotipada: alguém excessivamente egoísta, vaidoso,...

Psicanalise Descolada
3 de jun. de 20252 min de leitura
bottom of page
