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UTOPIAS REGRESSIVAS

Atualizado: 1 de abr. de 2021

No future... Será mesmo?

Antes era bom e agora tá ruim?!...

São formas saudosistas, muitas vezes com tons melancólicos, para dizer que antes era bom e agora está ruim.


Eu não acho isso interessante, pois leva o leitor a uma situação passada hipotética, inatingível e utópica, quando as coisas eram melhores. Este tipo de utopia regressiva cheira a uma forma onírica de pensar o passado. A questão é: como é que você faz hoje, a partir do que há, a ‘coisa’ ficar melhor? Ou: como é que você, hoje, encara o passado, não como derrotado, mas como aquilo que te trouxe vivo até aqui? Onde estão tuas forças, para você seguir, mesmo que o passado possa ter sido A, B ou C?...


São simplesmente adjetivações, que tentam nos convencer de que a coisa está indo por água abaixo, de mal a pior, que tentam, pior ainda, culpabilizar o ser humano pelos infortúnios, pelo mal-estar que acomete o planeta, e que ele é ruim.

Mal-estar sempre houve e sempre haverá. Mal-estar há. Não apenas mal-estar, mas estar sobretudo sem nenhuma adjetivação. Estar aí.


Eu prefiro as leituras poéticas, por exemplo, do que estas sociológicas, que vão ficar catalogando as formas do humano de se colocar diante dos arranjos que existem, que acontecem na sociedade, na cultura.


Desconfio desses autores não propriamente pessimistas, mas no sentido de que são autores que definem o que existe pela via exclusivamente saudosista e culpabilizante.


Se o planeta terra é 70% água...


Se o corpo humano é 70% água...


Como poderia o amor não ser líquido?


Essa é uma ideia que eu queria inserir e pensar com vocês.


Carlos Mario Alvarez

257 visualizações2 comentários

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2 Comments


fatimadeoliveira
fatimadeoliveira
Mar 31, 2021

Que bom ler esse texto, especialmente hoje, que estava um tanto melancólica, lembrando do que passou. melhor pensar no que virá, em devir.

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Unknown member
Mar 27, 2021

Se pensarmos o amor como o afeto com toda propensão para a transformação, que seja líquido é uma boa perspectiva. O amor, se líquido, não destruiria um casamento, por exemplo. E sim, dissolveria as substâncias que tornaram-se rígidas, contribuindo para realização de novas ligações. Teria o poder de após esvair do romanesco, entornar com destreza para o cálice da amizade para mais outro bride. Não?!

Ainda não li Bauman, mas de imediato é o que me ocorre sobre tua proposição.

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