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QUANTO TEMPO É PRECISO?

Atualizado: 30 de jun. de 2023

É preciso ter noção de que as coisas podem acabar, e que é preciso se indagar se se quer lutar, porque, às vezes, vale muito a pena. Só que as pessoas parecem não ter tempo para lidar umas com as outras. Não querem acabar... mas... tiveram tempo de construir? E o que acontece com o próprio tempo depois de algum tempo? Eu vou dar um exemplo fora da ideia de relacionamento amoroso que vocês vão entender. Digamos que você, mais nova, tinha uma grande amiga, vocês faziam tudo juntas, iam à praia, viajavam, balada, festa, dormiam uma na casa da outra, a conversa era boa. Uma foi morar em outra cidade, uma teve filho e outra, não. Não se veem mais, mas ainda se veem pelo Facebook. Aí, vão se encontrar. Gente, já não tem mais nada a ver! Encontra um amigo teu de infância que você brincava, subia em árvore, roubava fruta do vizinho, tinha banda de rock, gostava da irmã dele, viajava com os pais... Vinte anos depois, encontrou, não tem mais afeto. O afeto, gente, é como o fogo, ele precisa ser sustentado. Ele tem um tempo, e se você não está alimentando aquilo, aquilo acaba. E qual é o problema do ser humano? Ele não quer aceitar que as coisas acabam, não quer aceitar que o jogo escorre, a gente corre e ele escorre. Qual a resultante disso? Membranas de proteção, recalcamentos e recalcamentos. E a negação: não acabou, não. Está tudo bem. “E a gente vai levando”

Você mudou, você já é outra pessoa, o seu namoro, seu relacionamento, seu casamento, tudo isso transformou você. Quando as pessoas estão juntas, fazendo coisas juntas, lambendo feridas, se odiando, se rejeitando, se cuidando, tudo isso está se transformando. Ah, se separaram... Que pena que não deu certo. Como não deu certo? Cinco anos! Deu certo enquanto durou. Às vezes um relacionamento de cinco dias lhe ensinou muitas coisas. E se vocês pensam que eu estou mentindo, perguntem a Hollywood e o que se pode aprender em uma semana com um ladrão o que não se aprendeu durante dez anos com um pai e marido.

Vejam Refém da Paixão - filme do diretor Jason Reitman - de 2014.

E nunca mais discutam com a ficção...


Carlos Mario Alvarez





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1 comentário


Marta
Marta
29 de out. de 2023

Esse texto me tirou uma sensação de culpa absurda por não querer reconectar com antigas amizades!!

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