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PANTA REI É DA HORA

As pessoas estão muito pouco habituadas aos cortes, estão pouco habituadas ao fim das coisas. Não é raro você ver, por exemplo, alguém dizer que terminou o namoro e se perguntar: “Ah, é... e não deu certo por quê? Não podia durar”. Quem disse que não deu certo? Quem disse que não durou. Durou enquanto durou. Deu certo enquanto durou.

As pessoas têm essa mania de achar que as coisas, para terem veracidade e autenticidade, elas têm que ficar impávidas, eternizadas, como um busto de bronze numa praça do interior, para os pombos “fazerem” em cima.


Tudo é efêmero, tudo é fugaz, tudo passa: “panta rei”. Existe processo entrópico em tudo. A nossa própria existência, a gente quando se acha o “ó do borogodó” e faz as mil fantasias de que a gente será tão importante e eterno; e, quando você vai olhar o mapa cronológico e físico do universo, você vai ver que o ser humano não tem nem um pingo no pontilhado da existência. Não tem nem um pontinho plotável. Tem que colocar um telescópio de alcance infinito para poder te ver (isso se acertar o tempo microcósmico em que você existiu). Você viveu cem anos? Não viveu nada! O universo tem 130 bilhões de vezes isso (e é o que se sabe só por enquanto).


Este blogue pode ser lido em menos de 2 minutos e pode ser revelador para muita gente, pelo prazer ou pela raiva (eu não sei), quando for ler as demais postagens ou o curso ou os livros. E quando o blogue, ou o resto, acabar, vai reverberar, mas depois você vai fazer outra coisa. E quando não tiver mais esse blogue, esse curso, esses livros, tem outros, tem tudo de novo.


Somente se eu me permitir, se eu me lançar, que eu me deixe experimentar, é que vou ter a sensação da vitalidade. E, aí, ver que isso não para. Que nada para, que tudo passa, e que não há nada de errado nisso. Nem em não aceitá-lo.


Por Carlos Mario Alvarez

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