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Maçã, água com gás e curry

A maçã vermelha, lustrada pelo meu trato manual. Escovada pelas palmas das mãos vira um sample do globo terrestre. Redonda e achatada nas pontas. Polos maçãnicos. As faces da moeda que gira. O mundo que gira. A moeda moída pelos sonhos que voltarão. As maçãzinhas do rosto do bebê que fomos um dia e que jamais deixaremos de ser. Ah, baby, come on!


Mordê-la! Oh felicidade! Instantaneidade do encontro dos dentes de cima abaixo ou, cimabaixo, oclusão (diz meu melhor denteísta), forclusão neolacaniana onde se cala toda palavra para ser encharcado pelo mel chafarizante destes destroços de maçã que invadem minha boca e também meu mastro que navega em altíssimo mar! OH feliz idade! A idade de se devorar uma maçã. E quando se trata de beber, a minha bebida tem de ser uma água agora. Estúpida! Estupidamente Gelada. Com gás. Eu quero sentir as borbulhas, as bolinhas, os tintilitareantes movimentos do gazozo gozo se liquefazendo em minhas internalidades me causando cosquinhas nas mucosas e me deixando mais serelepe. Ser o quê mesmo?? Faço gosto. Dou goladas e pequenos golinhos. Oscilo. Nessa hora sou bipolar. Com muito gosto. Polos de goles mas também alternâncias entre a candura da maçã e a generosidade divina d’água que me invade. Felicidade, Oh Feliz o tempo em que se pode des-frutar de uma maçã com água. E muito gás espocando em tudo, dentro e fora, fora e dentro, dentrofora. Eu estou aqui e acolá! E o curry? Ele vem logo após, de um bom café quente na caneca passado na meia, no pano. Abro meu deserto, meu esperto estar-aí-nem-aí e então... Então, senhoras e senhores, meus amigos, então me oh corre! O ser seguinte: esquentando tudo por dentro fico feito bola de fogo, me torno potência pura, energia em tom de simplicidade, naturezalidade, animalidade e oh... olha ela aí de novo: Oh, Feliz cidade! Que nasce todo dia, renasce, e diz, hora de acordar, de fazer acordos de tornar-se mais livre-leve! Vamos viajar! Já estamos viajando! Vamos adentrar o espaço para além dele. Mesmo o tempo, ele para e pede passagem: esse fogaréu que nos incinera versando rumo à poesia. Curry meu amigo, curry porque atrás vem gente! Re-Bel-dia de fazer as pazes com os passarinhos que de vez em quando precisam andar em bandos e alternar posições e posturas, Os pássaros fazem ar, cobras e cias, acrobáticos e macrobióticos nos céus daqui e d’acolá! Que coisa! Ontem era uma coisa e agora, hoje, já é outra coisa! E nesse interno ínterim, nesse externo estar-nem-aí para ontem, revivemos a experiência de Machão e Cerva, de Razão e Erva, de Adão e Eva! Akkkkkkk! Cheguei , ora pois, agoramesmo, onde queria! No início! Início, este, que nunca houve! Adão não Há! Não dá, Adão! E vá logo por aí viajar! Porque a tua maçã eu, tu, ele, nós, vós, elas, todos estamos à banqueteá-la como quem se serve do mais especial nectar possível! Eu sou Adão, tu Eva e nós todos somos esse suspiro, este hiato, este nanosegundo entre o dia e a noite, entre a sorte e o azar, entre a vida e a supervida! Superação como dizia o pós-eta! Eita-ferro! Entre! Por onde quiser! As portas estão abertas, se você tiver a pachorra de tateá-las. Se quiser, se puder, sirva-se deste banquete, se não quiser, faça então como quiser ou até mesmo como não quiser mais. Andaluz! Na contramão dos que teimam em calar ou jogar o pó pra debaixo do tapete, se fixar, parar. Andaluz!, munida de seu sorriso anuncia: já é chegada a hora de mais maçã, mais água com gás e curry! E viva, agora, isso. Oh Felicidade!!! Carlos Mario Alvarez

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