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DENTRO-FORA DENTRO-FORA A FALSIDADE NÃO VIGORA

Projetar é a capacidade que eu tenho de expulsar do meu sentimento mais próprio aquilo que não me convém. Isso é projeção. Basicamente: se eu tenho uma força destrutiva, a vida manda eu projetá-la, encontrar alguém para destruir ao invés de eu próprio me destruir.

Só que o contrário também existe: eu introjeto, vou lá e pego aquilo (eles me dão brindes: é peito, é manta, é uma canção de ninar – são muitos brindes e eu vou pegando). Eu estou introjetando, estou trazendo pra mim. Esse circuito de projeção e introjeção, projeção, introjeção é a máquina psíquica. O que acontece se eu engolir (falando de um bebê) qualquer coisa? Vou passar mal. Ou posso criar um estômago de avestruz... Vocês entendem por que a questão do objeto é falsa? Porque não dá para polarizar assim dentro e fora, observador e observado, sujeito X conhecimento de estudo. Isso é didático, isso é sistematizador de coisas, e é falso. Vocês têm que olhar para aquilo que está acontecendo... Se você está com uma pessoa porque acha que não dá para dormir sem ninguém para abraçar, não dá para dormir de luz apagada: “ai, meu deus, vou morrer!”. Então você está lascado! Você é prisioneiro desse fantasma. Vocês estão precisando incorporar aquela pessoa? (introjetá-la?). Você vai sofrer drasticamente.

A música de Jobim diz: “é impossível ser feliz sozinho”. Eu digo: só é possível ser feliz sozinho. Não é que não se namore, não se case, não se more com, não se ame, não é isso que eu estou falando. A felicidade é um estado de espírito que você tem ou você não tem.

É isso! Você só pode estar feliz com você. O outro está do seu lado. Mas não fala muito não, senão ele vai ficar poderoso; e se o outro é a sua felicidade, aí vai começar a chamar o outro de perverso.

Mas quem foi que deu? Foi você? Ou foi o outro que tomou? Ambiguidade! Dentro e fora, como disse (melhor que ninguém) Lupicínio Rodrigues:


“Felicidade foi-se embora

e a saudade no meu peito

ainda mora

e é por isso que eu gosto

lá de fora

porque eu sei que a falsidade

não vigora”


Carlos Mario Alvarez


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